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História da Fotografia Aérea

janeiro 12, 2010 Deixe um comentário

Por volta do ano de 1825, a primeira fotografia permanente do mundo foi registrada por Nicéphore Niépce (comentarei sobre isto em um post sobre a história da fotografia geral). Anos após este acontecido, exatamente em 1858, o fotógrafo francês Gaspard Félix Nadar (também escreverei mais sobre ele) registrou fotos da capital francesa com uso de uma camera fotográfica normal (da época) e um balão, fotografando as primeira fotos aéreas.

Nadar_1858_PrimeiraFotoAerea

Primeira foto aeria de Gaspard Félix Nadar

Após Nadar, houve dezenas de testes para fotografias aereas. Dentro da década de 1880, Arthur Batut tirou fotografias aereas utilizando um pipa, técnica utilizada até hoje com o nome de KAP – Kite Aerial Photography ou Fotografia Aerea em Pipas. Após Batut, Amedee Denisse e o próprio Alfred Nobel testaram fotos tiradas apartir de foguetes com paraquedas em 1888 (Denisse) e 1897 (Nobel).

Apesar da grande evolução pelos quatro revolucionários (na fotografia) antes citados, o grande nome da fotografia aeria foi Julius Neubronner, que em 1903 desenhou uma idéia que parecia maluca (e ainda parece) mas que foi usada antes, durante e após as duas guerras mundiais. A sua idéia era a diminuição de cameras fotográficas com temporizadores e colocação destas cameras em pombos correios.

PomboCamera

Pombos equipados

Apesar de aparentar uma idéia estranha e pouco eficiente, Neubronner conseguiu mapear toda Paris com fotos aereas utilizando apenas estes pombos. Em uma primeira tentativa, a patente de “Metodos e Conhecimentos de Fotografias de Campos Abertos Vistos de Cima” foi recusada pelo escritorio de patentes alemã como sendo impossivel (se duvidava da habilidade de um pombo conseguir carregar uma camera de 75 gramas e com um tamanho de 8×4,5cm), mas logo depois, em Dezembro de 1908, a patente foi aceita após apresentação de fotografias autenticadas. Em 1909, a tecnologia ganhou um conhecimento maior, gerando a Neubronner, reconhecimento e prêmios. Estas são algumas de suas fotos:

NeubronnerPhoto3
NeubronnerPhoto2

Em uma das suas fotografias sobre o Schlosshotel Kronberg, as asas do “fotógrafo” (o pombo) apareceu nos cantos da imagem, fazendo desta uma foto de grande destaque e de muitas premiações para Neubronner.

NeubronnerPhoto1

Até hoje, ainda existe fotógrafos que fazem testes usando pombos por gostar do ângulo da imagem e a “visão” do passaro, chamada de Bird’s Eye (tecnica conhecida porém pouco utilizada no mundo). Dentre os grande aplicativos de georeferenciamento (G. Earth, G. Maps, Yahoo Maps, etc…), o unico projeto a oferecer a visão do pássaro, foi o Bing Maps, que se destaca justamente por esta funcionalidade.

Mais adiante no tempo, escreverei um pouco mais sobre como se iniciou a fotografia e a história do fotógrafo Gaspard Félix Nadar, mas por hoje, é só. See ya, folks!

Fotos aereas 101

outubro 27, 2009 Deixe um comentário

No último post sobre geoprocessamento, eu comentei sobre fotos aereas então agora farei uma explanação bem básica com alguns exemplos.

Primeiro de tudo, a foto aerea aqui não é uma foto que é tirada de um avião de qualquer angulo, e sim uma foto que visa a visualização em 90 graus (nem sempre possível, mostrarei porque) para que haja a vetorização das ruas e de outras informações.

Básicamente existe dois tipo de fotos aereas: tiradas por um avião ou por um satelite. Normalmente, as fotos por avião são mais baratas, porém com uma qualidade um pouco inferior, já que devido a velocidade do avião, são tiradas fotos por blocos e depois unidas, formando uma foto completa mas com um erro de angulo, que explicarei posteriormente. Já a foto satélite tem um valor mais alto mas com muito mais qualidade, dependendo da resolução requerida. Dentro de resoluções temos alta, média e baixa. A alta possui um pixel que cobre de 50 a 60 centimetros, já a média possui um pixel que cobre de 2,5 a 10 metros, e a baixa fica acima destes valores.

Foto Aerea - Avião

Foto aerea tirada de um avião

Este é um exemplo de imagem que eu retirei do Google Maps. Esta porção representa uma parte do campus central da PUC-RS, em Porto Alegre. Esta foto foi tirada apartir de um avião. Dá para ver um pequeno erro de angulo ao reparar que o prédio mais a esquerda superior parece ser visto praticamente de cima (90 graus) porém o prédio da direita inferior está mais inclinado. Isso é um efeito que é produzido pela lente angular da camera que tirou esta foto, que não é reproduzido na foto por satélite. Por este motivo, muitos acham que a foto satélite é superior a foto tirada por um avião.

Foto Aerea - Satelite

Foto aerea tirada por um satelite

Esta foto também foi retirada do Google Maps, e mostra uma pequena parte do lado leste da ilha de Manhatan, New York – USA. Esta foto foi tirada por um satélite e cobre mais ou menos a mesma aerea na foto anterior (podemos ver comparando os carros e os ônibus em ambas). Por ser tirada por um satélite, o tempo disponível para a foto ser tirada é maior, então se procura sempre tirar uma foto em um ângulo bom para a vetorização (é possivel perceber que não tem como se ver nenhum lado de nenhum prédio, como se todos fossem vistos de cima). A sombra dos prédios é inevitavel pois o Sol tem que estar presente para a foto ser tirada, e se o satélite estiver entre a terra e o sol para não obter sombra dos prédios, a sombra que poderá aparecer é a do satélite.

As fotos aereas de aviões podem ser tiradas até com aeroplanos simplórios com um equipamento para tirar a foto. Porém na questão do satélite, temos uma gama menor mas mesmo assim grande. Temos muitos satélites dispostos para esta definição, por exemplo Aster, Eros, Landsat, Hyperion, etc… Para uma visualização de uma empresa que trabalha com estes produtos, sugiro a empresa Codex Remote, sediada em Porto Alegre.

Acho que é isto que tenho para explicar. Postarei com mais frenquencia mais informações sobre Geoprocessamento. See ya, folks!