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Posts Tagged ‘Geoprocessamento’

Geoprocessamento e Bancos de dados

novembro 24, 2009 Deixe um comentário

Dentro da area de geoprocessamento vou comentar hooje sobre uma inovação que modificou e muito a tecnologia em geral, os Bancos de dados. Nos tempos de hoje temos uma gama um tanto quando extensa para aplicações de geoprocessamento mas apenas algumas possuem suporte de conexão com um banco de dados, centralizando a informação.

O ganho da utilização de um banco de dados é a unificação de dados e fim das duplicatas. No caso do Geoprocessamento vemos uma melhoria gigantesca. Em um formato antigo, temos softwares Desktops, logo cada usuário produz o que deve e guarda em sua estação local. Se dois usuários trabalham na mesma area, temos dados duplicados e tempo perdido sem necessidade. Não preciso falar sobre o impacto disso em uma equipe de 10, 20 usuários avançado, certo?

Agora com um banco de dados temos a possibilidade de vários usuários utilizando e atualizando os dados em tempo real sem duplicação de dados. A melhor aplicação possível é a utilização da web. Tendo um aplicativo que roda em um browser e conecta com o banco de dados para receber informações, o usuário possui uma disponibilidade e credibilidade dos dados muito superiores Por exemplo, um trabalhador em campo poderá usar seu computador ligado a um modem 3G, entrar no aplicativo de geoprocessamento e manipular os dados longe da base da empresa, aumentando (e muito) a praticidade e a produtividade.

Agora falando em nomes, temos alguns bancos principais como PostGIS (extensão do PostgreSQL) e MySQL Spatial, porém a marca que sempre se destacou foi a Oracle com seus cartuchos Locator e Spatial, as primeiras extensões espaciais de banco de dados. A questão é que os dados guardados são linhas extensas com inúmeras informações porém nada visual. Nestas informações obtemos o tipo de geometria, o(s) ponto(s) demarcado(s), projeção, entre outras informações. No caso do Oracle Spatial, que eu conheço um pouco mais, temos a geometria marcada com numeros: 1 – ponto; 2 – linha ou curva; 3 – poligono; 4 – coleção de objetos; 5 – multiponto; 6 – multilinha ou multicurva; e 7 – multipoligono. Pode parecer estranho para alguns os tipos de 4 a 7, mas são completamente diferentes, por exemplo, um multipoligono seria um condominio de vários blocos, sendo que cada bloco é um poligono porém o condominio inteiro (objeto) é a união de todos os poligonos.

Bom, não quero me estender nem nas questões técnicas, nem nas gerenciais. Mas deixo aqui uma idéia para aqueles que pensam em montar uma base georeferenciada de um jeito mais simples e com uma escalabilidade maior!

Fotos aereas 101

outubro 27, 2009 Deixe um comentário

No último post sobre geoprocessamento, eu comentei sobre fotos aereas então agora farei uma explanação bem básica com alguns exemplos.

Primeiro de tudo, a foto aerea aqui não é uma foto que é tirada de um avião de qualquer angulo, e sim uma foto que visa a visualização em 90 graus (nem sempre possível, mostrarei porque) para que haja a vetorização das ruas e de outras informações.

Básicamente existe dois tipo de fotos aereas: tiradas por um avião ou por um satelite. Normalmente, as fotos por avião são mais baratas, porém com uma qualidade um pouco inferior, já que devido a velocidade do avião, são tiradas fotos por blocos e depois unidas, formando uma foto completa mas com um erro de angulo, que explicarei posteriormente. Já a foto satélite tem um valor mais alto mas com muito mais qualidade, dependendo da resolução requerida. Dentro de resoluções temos alta, média e baixa. A alta possui um pixel que cobre de 50 a 60 centimetros, já a média possui um pixel que cobre de 2,5 a 10 metros, e a baixa fica acima destes valores.

Foto Aerea - Avião

Foto aerea tirada de um avião

Este é um exemplo de imagem que eu retirei do Google Maps. Esta porção representa uma parte do campus central da PUC-RS, em Porto Alegre. Esta foto foi tirada apartir de um avião. Dá para ver um pequeno erro de angulo ao reparar que o prédio mais a esquerda superior parece ser visto praticamente de cima (90 graus) porém o prédio da direita inferior está mais inclinado. Isso é um efeito que é produzido pela lente angular da camera que tirou esta foto, que não é reproduzido na foto por satélite. Por este motivo, muitos acham que a foto satélite é superior a foto tirada por um avião.

Foto Aerea - Satelite

Foto aerea tirada por um satelite

Esta foto também foi retirada do Google Maps, e mostra uma pequena parte do lado leste da ilha de Manhatan, New York – USA. Esta foto foi tirada por um satélite e cobre mais ou menos a mesma aerea na foto anterior (podemos ver comparando os carros e os ônibus em ambas). Por ser tirada por um satélite, o tempo disponível para a foto ser tirada é maior, então se procura sempre tirar uma foto em um ângulo bom para a vetorização (é possivel perceber que não tem como se ver nenhum lado de nenhum prédio, como se todos fossem vistos de cima). A sombra dos prédios é inevitavel pois o Sol tem que estar presente para a foto ser tirada, e se o satélite estiver entre a terra e o sol para não obter sombra dos prédios, a sombra que poderá aparecer é a do satélite.

As fotos aereas de aviões podem ser tiradas até com aeroplanos simplórios com um equipamento para tirar a foto. Porém na questão do satélite, temos uma gama menor mas mesmo assim grande. Temos muitos satélites dispostos para esta definição, por exemplo Aster, Eros, Landsat, Hyperion, etc… Para uma visualização de uma empresa que trabalha com estes produtos, sugiro a empresa Codex Remote, sediada em Porto Alegre.

Acho que é isto que tenho para explicar. Postarei com mais frenquencia mais informações sobre Geoprocessamento. See ya, folks!

Geoprocessamento 101

outubro 21, 2009 3 comentários

Vendo que no meio do mês que vem vou estar na PUC (RS) dando uma palestra sobre geoprocessamento em base Web 2.0 pensei em fazer uma introdução básica no mundo do geoprocessamento para aqueles que nao possuem um conhecimento aprofundado.

Básicamente, geoprocessamento (ou GIS – Geographic Information System) é um sistema envolvendo hardware e software utilizado para facilitar controles e análises geográficas. Alguns costumam dizer que um exemplo básico (e bem básico mesmo) é o Google Maps, no qual se tem duas camadas básicas: mapas vetorizados (desenhados) e imagem satélite. Em cima dessas duas camadas e com informações externas (ou atributos), o google já produziu e produz algumas aplicações como transito, controle de queimadas, caminho mais curto, etc…

Falando sobre camadas (layers), algumas pessoas deve ter estranhado, então farei uma explicação prática. Para montar um mapa de uma cidade em geoprocessamento, existe o MUB: Mapa Urbano Básico.

Mapa Urbano Básico

Mapa Urbano Básico

Nesse exemplo temos a montagem das camadas do MUB. Cada numero tem sua respectiva função. Todas as camadas são feitas apartir da vetorização da camada 1, que é uma imagem aerea, que pode ser tanto de um satélite como de um avião. Segue as propriedades das camadas:

  • 1 – Imagem Aerea
  • 2 – Eixos Viários
  • 3 – Eixos Viários com Nomes
  • 4 – Eixos Viários com Nomes e Numeração de Esquina
  • 5 – Inserção das Quadras
  • 6 – Inserção dos Lotes
  • 7 – MUB Pronto para Cadastro Urbano

Na prática, cada uma dessas camadas podem ser habilitadas ou não para a visualização de uma mapa, por exemplo, um usuário que quer ver apenas as quadras em questão dos eixos viários com nomes e numeração de esquina, deixará só estas camadas ativadas.

O utilização do geoprocessamento é fasto, tanto no mundo privado como público. Empresas do ramo de transportes/fretes utilizam para rastreamento dos veículos Secretarias de meio-ambiente utilizam para controlar vegetação, hidrografia, topoligia, etc… Também é muito utilizado para prever fenomenos e catastrofes ambientais, como alagamento e desmonoramento de terra. Uma utilização frenquente a todos é a meteorologia, que utiliza dados do passado (normalmente, multiplos) e um dado presente para calcular uma previsão do que poderá acontecer. O mapa que mostra o caminho das nuvens e suas modificações nos jornais é um exemplo de geoprocessamento próximo do publico em geral.

Como não pretendo me extender, acabo por aqui esta explanação, mas prometo vir mais a fundo em outras horas. See ya, folks!